Taxa Selic é reduzida pela 8ª vez em um ano e juros vão a 2,25%

18 Jun 2020 | Financiamento imobiliário, Guia do comprador, Foxter Investimentos
Tempo de leitura: 3 minutos | -

Autor: Foxter Cia. Imobiliária

Comitê não descarta mais cortes durante o ano; essa foi a 8ª redução seguida da taxa básica, cuja flexibilização começou em julho do ano passado

Como já era esperado entre os analistas de mercado, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou nesta quarta-feira,17, mais um corte de 0,75 ponto percentual (p.p.) na Selic, taxa básica de juros da economia, que foi de 3% a 2,25% ao ano, uma nova mínima histórica.

Trata-se da oitava redução consecutiva da Selic, cujo atual ciclo de queda começou em julho do ano passado.

No comunicado do comitê, é dito que a magnitude do estímulo monetário já implementado até aqui parece compatível com os impactos econômicos da pandemia. Mas não descarta novos cortes:

“Para as próximas reuniões, o Comitê vê como apropriado avaliar os impactos da pandemia e do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e recomposição de renda, e antevê que um eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual”.

Alberto Ramos, do Goldman Sachs considera bastante dúbia a sinalização do colegiado, mas aposta em mais um corte, dada às repetidas referências no comunicado sobre a inflação controlada no horizonte relevante para a política monetária:

“No geral, a orientação que fica é que o Banco Central deixa a porta aberta para um possível corte menor adicional na próxima reunião (-0,25 p.p. ou mesmo -0,50p.p.), a depender de dados sobre o ritmo da economia”, diz o analista de América Latina da instituição.

Apesar de o BC não descartar futuras correções, condiciona novos cortes a uma possível piora do cenário, o que, em sua previsão, não deve ocorrer.

“É evidente que os sinais ainda precisam ser monitorados, mas nosso cenário contempla a perspectiva de recuperação gradual ao longo de junho e do segundo semestre”, diz Sanchez.

O economista mantém, portanto, sua expectativa para que a Selic fique mantida em 2,25% a.a. até o fim de 2020, em linha com o que é esperado no resto do mercado, segundo o Boletim Focus. Para o ano que vem, a mediana das previsões caiu a 3% no último levantamento.

Na reunião passada, em maio, quando o Banco Central anunciou corte de 0,75 (p.p.), levanto a taxa a 3%, havia sinalizado que faria outro de mesma magnitude na Selic agora, o que completaria estímulo necessário como reação aos efeitos econômicos da covid-19.

O Copom avalia que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia.
 

Fontes: Exame, Blog da Foxter.

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